Raio X

KART

Em 1991 foi o ano de partir para conquitas ainda maiores. Bruno venceu o Campeonato Brasileiro, na Graduados B, uma das principais categorias do Kart e ainda conquistou o tricampeonato mineiro. Em 1992, o piloto tentou alcançar o primeiro lugar no pódio na disputada Graduados A, e faturou novamente o título de Campeão Brasileiro, e ainda nesta competição veio o primeiro título internacional, Campeão da Intercontinental "C" Sudam. Junqueira tentou ainda os títulos de campeão sulamericano e panamericano, mas ficou apenas com os vice-campeonatos. Com tantas vitórias na carreira de Bruno Junqueira no kart, a mudança de categoria surgiu naturalmente. Em 1993 o piloto começou a participar de corridas de monoposto. O seu primeiro contato com esse tipo de carro veio no Campeonato Brasileiro de Fórmula Chevrolet, por onde Bruno teve uma breve passagem.









FÓRMULA 3

Em 1994 o piloto Bruno Junqueira ingressaria na Formula 3 Sulamerica, categoria que revelou os campeões mundiais de Formula 1, Ayrton Senna e Nelson Piquet, e por todo o mundo fazia escola. Em suas primeiras provas o piloto correu com um chassis de classe B, e Bruno ainda teve que se desdobrar como chefe de equipe e piloto. Durante o campeonato a troca de chassi para o Dallara, fez com que seu rendimento melhorasse, e Junqueira conseguiu teminar o ano na quarta colocação. O ano seguinte foi marcado por sua primeira vitória na categoria, seguida da conquista da pole-position, apesar das dificuldades financeiras e do equipamento ruim. Sua quarta temporada na categoria, foi a primeira na qual Bruno entregaria uma equipe forte. Com o patrocínio da Petrobrás e motor Opel, Junqueira fez a temporada pela equipe Prop Car Racing, de Dárcio dos Santos, e com um impressionante currículo, com seis vitórias, dez pole-positions, e largando na primeira fila em todas as etapas, Bruno conquistou o título da Formula 3 Sulamericana em 1997.












FÓRMULA 3000

O título sulamericano, conquistado na Formula 3 foi o passaporte para Bruno Junqueira disputar a Formula 3000 Internacional, a principal categoria de acesso para quem quer chegar a Formula 1. Aos 21 anos, Bruno desembarcava na Europa, com um conhecimento básico de inglês, e lições de suas primeiras aulas de italiano.. A equipe italiana Draco, formadora de grandes talentos do automobilismo, foi quem adotou Junqueira em sua primeira temporada, em 1998. Foi um ano de aprendizado, onde Bruno conheceu as pistas e o estilo de corridas europeu, além de aprender a se virar sozinho, pois foi o primeiro ano longe da familia. Em 1999, a Petrobrás formou uma equipe, Petrobras Jr., sediada na Inglaterra e deu a Bruno a oportunidade de transformar sua experiência em resultados. Naquele ano Bruno Junqueira conquistaria sua primeira vitória, na Alemanha, e sua primeira pole-position na França. Disputando um dos mais competitivos campeonatos automobilísticos do mundo, Junqueira não se intimidava, e em 2000, partiu para a conquista do título. Foram quatro vitórias, duas pole-positions e Junqueira pode, enfim, levantar o "caneco" e anuciar a todos, que ele era o campeão da Formula 3000 Internacional, e que queria mais.









FÓRMULA 1

O sonho de garoto tomava forma de realidade, quando ao final de 1999, Bruno Junqueira foi convidado pela equipe BMW Williams para protagonizar alguns testes com o carro da escuderia. O que a princípio parecia apenas mais um teste para a equipe, e uma amostra da realização do sonho para Bruno, posteriormente veio a se revelar como algo possivelmente bem maior para ambos. Naquela ocasião a equipe procurava entre os jovens talentos do automobilismo mundial, um novo piloto de Formula 1. Com diversas etapas de seletivas, nas quais Bruno dividiu os circuitos com diversos nomes de sua geração, chegou-se a uma "final", e Junqueira estava lá. O piloto inglês Jenson Button, que vinha da Formula 3 Inglesa foi, também selecionado. Junqueira e Button duelaram nas pistas. E Bruno, apesar de ter sido escolhido tecnicamente pelos engenheiros, ficou como piloto de testes e Jeson Button, por motivos extra-pista, foi escolhido pela escuderia para guiar o BMW Williams em 2000. Mesmo como piloto de testes, a equipe Williams optou por Bruno para fazer os mais importantes testes durante o ano, inclusive no desenvolvimento do motor BMW de 2001 com o qual a Williams voltou a ganhar. 






INDY

Uma das mais importantes passagens na carreira do piloto Bruno Junqueira, foram as suas duas participações, até o momento, nas 500 milhas de Indianápolis, a mais tradicional prova do automobilismo mundial, e um dos maior eventos esportivos. Em 2001, depois de uma conturbada situação envolvendo sua participação na corrida, Junqueira acabou se classificando no último momento para a prova, e ainda registrou a melhor média de classificação entre os novatos, o que lhe rendeu o ?The Fastest Rookie of the Year Award?. Em sua estréia Bruno terminou a prova na 5ª posição. Já em 2002, sem haver dúvida de sua participação, Junqueira esteve presente em todo o periodo de preparação para prova, e no primeiro dia de classificação, marcou o melhor tempo, garantindo assim a pole position para a 86ª edição das 500 milhas de Indianapolis. Começando da pole, Junqueira liderou 30 voltas, mas depois o motor do seu carro acabou quebrando, ocasionando a sua saída da corrida. Em 2003, Bruno e sua nova equipe, a Newman/Haas Racing decidiram não participar do evento. No ano seguinte, porém, a equipe montou uma estrutura pequena com a ajuda da Honda, para apenas um carro, e Bruno teve novamente a oportunidade de voltar ao oval de duas milhas e meia. Sem grandes expectativas, devido às limitações do esquema montado, Bruno surpreendeu a todos com a conquista do 4º lugar no grid de largada. Durante a corrida chegou a ser o líder por várias voltas, mas cruzou a linha de chegada em 5º, repetindo seu melhor resultado. Em 2005 as expectativas da equipe Newman/Haas se tornaram maiores, e o programa integrou os dois pilotos da equipe, mas Bruno conseguiu apenas o 12º lugar na classificação. Na corrida sofreu um grave acidente, causado por um retardatário, que lhe tirou da pista e causou a fratura de duas vértebras e do tornozelo esquerdo, e ainda acarretou na retirada do piloto do restante da temporada da Champ Car. 










CHAMP CAR

A conquista do título da Formula 3000 Internacional em 2000, abriu para Bruno Junqueira a possibilidade de subir mais um degrau em sua carreira, e desta vez Bruno voltaria para o continente americano. Formula Cart - a categoria, Target Chip Ganassi Racing Team - a equipe, está foi a escolha de Bruno. A categoria de origem americana, mas que a cada temporada toma mais ares de mundial, seduziu Junqueira, como já havia feito com diversos outros pilotos brasileiros que hoje atuam no campeonato da categoria, principalmente pelo desafio do desconhecido. A Formula Cart não se assemelha com nenhuma outra categoria pela qual Bruno tenha passado, tendo como pecularidades, seus circuitos ovais e a forma de "jogo" que se aplica a prova devido aos inúmeros pit stops, e ocasionais bandeiras amarelas. A Target Chip Ganassi, equipe campeã em quatro dos últimos seis anos, parecia sem dúvida uma grande oportunidade para o piloto, que sempre demostrou que com seu talento e a força de uma equipe, poder conquistar títulos.

Em 2001, Bruno conseguiu uma boa perfomance na temporada, pontuando em nove das 20 corridas, conseguindo sua primeira vitória na categoria, em Road America e uma pole, em Nazareth, apenas sua terceira corrida. Um dos pontos altos da temporada foi sua primeira participação nas 500 milhas de Indianapólis, quando conseguiu sua vaga no grid apenas no último dia e terminou a corrida como o quinto colocado. Terminou no Vice Campeonato no Troféu Jim Trueman, de melhor calouro da temporada e foi o 16º colocado no campeonato com 68 pontos.

Em 2002, com mais experiência e cada vez andando mais rápido, Bruno Junqueira conseguir a pole position seguida da vitória no GP de Motegi e no GP de Denver, e por outras duas vez garantiu a primeira posição no grid de largada, nos GP de Road America e na Cidade do Mexico, além de ter subido ao podium outras quatro vezes durante todo o ano, e ao final da temporada sagrou-se vice-campeão, com 164 pontos.